Atendente de Farmácia
O Atendente de Farmácia auxilia no atendimento ao cliente, na leitura de prescrições e solicitações, separação, entrega e orientação sobre medicamentos alopáticos, fitoterápicos, homeopáticos e na comercialização de cosméticos, produtos de higiene pessoal, perfumes, suplementos alimentares e produtos para saúde. Além disso, colabora na organização e reposição de produtos, no controle de estoque, nos procedimentos relacionados aos serviços farmacêuticos e nas demais rotinas do estabelecimento. Esse profissional atua em farmácias com e sem manipulação (drogarias), sob a supervisão e orientação do farmacêutico, exercendo suas atividades em conformidade com os princípios éticos, a legislação vigente, os procedimentos e as normas do estabelecimento, colaborando e interagindo com outros profissionais. Pode atuar como contratado pelos regimes celetista, como funcionário público e, autonomamente, como pessoa física ou jurídica. O profissional qualificado pelo Senac tem como marcas formativas: domínio técnico-científico, visão crítica, colaboração e comunicação, criatividade e atitude empreendedora, autonomia digital e atitude sustentável, com foco em resultados. Essas marcas reforçam o compromisso da Instituição com a formação integral do ser humano, considerando aspectos relacionados com o mundo do trabalho e o exercício da cidadania. Tal perspectiva propicia o comprometimento do aluno com a qualidade do trabalho, com o desenvolvimento de uma visão ampla e consciente sobre sua atuação profissional e sobre sua capacidade de transformação da sociedade. A ocupação está situada no eixo tecnológico Ambiente e Saúde e pertence ao segmento de Saúde. A seguir estão as competências que compõem o perfil do Atendente em Farmácia: auxiliar no fornecimento de medicamentos em farmácias; apoiar na orientação do uso racional de medicamentos em farmácias; apoiar na orientação para o uso de cosméticos, suplementos alimentares, produtos de higiene pessoal, perfumaria e produtos para saúde em farmácias; auxiliar na comercialização de produtos em farmácias.
Objetivo geral Formar profissionais com competências para atuar e intervir em seu campo de trabalho, com foco em resultados. Objetivos específicos
Pré-requisitos
Comprovante de escolaridade
Ensino Fundamental Completo
Idade mínima de 17 anos.
Comprovante de residência.
CPF
RG.
As orientações metodológicas deste curso, em consonância com a proposta pedagógica do Senac, pautam-se pelo princípio da aprendizagem com autonomia e pela metodologia de desenvolvimento de competências, entendidas como “ação/fazer profissional observável, potencialmente criativa(o), que articula conhecimentos, habilidades e atitudes/valores e que permite desenvolvimento contínuo” (SENAC, 2022)[1]. As competências que compõem a organização curricular do curso foram definidas com base no perfil profissional de conclusão, considerando a área de atuação e os processos de trabalho desse profissional. Para o desenvolvimento das competências, foi configurado um percurso metodológico que privilegia a prática pedagógica contextualizada, ficando o aluno diante de situações de aprendizagem que possibilitem o exercício contínuo da mobilização e a articulação dos saberes necessários para a ação e a solução de questões inerentes à natureza da ocupação. A mobilização e a articulação dos elementos da competência requerem a proposição de situações desafiadoras de aprendizagem que apresentem patamares crescentes de complexidade e se relacionem com a realidade do aluno e o contexto da ocupação. As atividades relacionadas ao planejamento de carreira dos alunos devem ocorrer de forma concomitante ao desenvolvimento das marcas formativas: colaboração e comunicação, visão crítica, criatividade e atitude empreendedora. Recomenda-se que o tema seja abordado no início das primeiras unidades curriculares do curso e revisitado no decorrer de toda a formação. A partir da reflexão sobre si mesmos e sobre as próprias trajetórias profissionais, os alunos podem reconhecer possibilidades de atuação na perspectiva empreendedora e elaborar estratégias para identificar oportunidades e aprimorar cada vez mais suas competências. O docente pode abordar com os alunos o planejamento de carreira a partir dos seguintes tópicos: a) ponto de partida: momento de vida do aluno, suas possibilidades de inserção no mercado, fontes de recrutamento e seleção, elaboração de currículo, remuneração oferecida pelo mercado, competências que apresenta e histórico profissional; b) objetivos: o que o aluno pretende com relação à sua carreira a curto, médio e longo prazos; e c) estratégias: o que o aluno deve fazer para alcançar seus objetivos. Esse plano de ação tem como foco a iniciativa, a criatividade, a inovação, a autonomia e o dinamismo, na perspectiva de que os alunos possam criar soluções e buscar formas diferentes de atuar em seu segmento. No que concerne às orientações metodológicas para a Unidade Curricular Projeto integrador (UCPI), recomenda-se que o docente apresente aos alunos o tema gerador a ela vinculado na primeira semana do curso, possibilitando-lhes modificar e/ou substituir a proposta inicial. Para a execução da UCPI, o docente deve atentar para as fases que a compõem: a) problematização – detalhamento do tema gerador; b) desenvolvimento – elaboração das estratégias para atingir os objetivos e dar respostas às questões formuladas na etapa de problematização; e c) síntese – organização e avaliação das atividades desenvolvidas e dos resultados obtidos. Ressalta-se que o tema gerador deve se basear em problemas da realidade da ocupação, propiciando desafios significativos que estimulem a pesquisa a partir de diferentes temas e ações relacionadas ao setor produtivo ao qual o curso está vinculado. Nesse sentido, a proposta deve contribuir para o desenvolvimento de projetos consistentes que ultrapassem a mera sistematização das informações trabalhadas durante as demais unidades curriculares. No tocante à apresentação dos resultados, o docente deve retomar a reflexão sobre a articulação das competências do perfil profissional e o desenvolvimento das marcas formativas, correlacionando-os ao fazer profissional. Deve, ainda, incitar o compartilhamento dos resultados do projeto integrador com todos os alunos e a equipe pedagógica, zelando para que a apresentação estabeleça uma aproximação com o contexto profissional. Caso o resultado não atenda aos objetivos iniciais do planejamento, não há necessidade de novas entregas. Mas o docente deve propor aos alunos que reflitam sobre todo o processo de aprendizagem com o intuito de verificar o que acarretou o resultado obtido. O domínio técnico-científico, a visão crítica, a colaboração e comunicação, a criatividade e atitude empreendedora, a autonomia digital e a atitude sustentável são marcas formativas a serem evidenciadas ao longo de todo o curso. Reúnem uma série de atributos que são desenvolvidos e/ou aprimorados por meio das experiências de aprendizagem vivenciadas pelos alunos, e têm como função qualificar e diferenciar o perfil profissional do egresso no mercado de trabalho. Nessa perspectiva, compete à equipe pedagógica identificar os elementos de cada UC que contribuem para o trabalho com as marcas formativas. Assim, elas podem ser abordadas com a devida ênfase nas unidades curriculares, a depender da proposta e do escopo das competências. Portanto, trata-se de um compromisso educacional promover, de forma combinada, tanto o desenvolvimento das competências como o das marcas formativas, com atenção especial às possibilidades que o projeto integrador pode oferecer. Orientações metodológicas específicas por unidade curricular UC 1: Auxiliar no fornecimento de medicamentos em farmácias Sugere-se ao docente planejar atividades de aprendizagem diversificadas, tais como: pesquisas em diferentes fontes; levantamento de dados sobre medicamentos; prescrições e visita técnica em farmácias com e sem manipulação (drogaria). Também se recomenda a abordagem dos elementos constantes nesta unidade com: simulações, situações-problema e casos reais, nos quais o aluno precise argumentar com relação às ações referentes à dispensação nesses estabelecimentos, entrevistas com clientes, balconistas, atendentes, técnicos em Farmácia e farmacêuticos, buscando relatos pessoais e experiências, cujos resultados sejam analisados pelos alunos à luz dos procedimentos e da legislação abordados em sala de aula. Para vivenciar a dispensação, propõe-se ao docente que providencie diversas embalagens e caixas de medicamentos, exemplos de prescrições de medicamentos alopáticos, homeopáticos, fitoterápicos, incluindo florais e notificações de receita com o intuito de simular esse processo, tal como ocorre no mundo do trabalho. Cabe ressaltar que quando o plano de curso trata do elemento Softwares, o que se indica é que os alunos conheçam o que existe no mercado e possam verificar o funcionamento de algum desses durante visitas técnicas, pesquisas ou por meio de ferramentas gratuitas ou desenvolvidas no Senac. Orienta-se a prática de atividades com o uso de computadores para a simulação de procedimentos tecnológicos pertinentes às atividades cotidianas desse profissional. Propõe-se, ainda, ao docente que utilize o Banco de Objetos Digitais de Aprendizagem (ODAS) Espie. UC 2: Apoiar na orientação do uso racional de medicamentos em farmácias Sugere-se ao docente abordar os elementos constantes nesta Unidade com: dramatizações, simulações, dinâmicas e entrevistas que possibilitem a análise de situações cotidianas envolvendo o relacionamento interpessoal e a orientação aos clientes sobre o uso de medicamentos, bem como a identificação das informações contidas na bula. Orienta-se ao docente que a abordagem de anatomia, fisiologia, microbiologia, parasitologia, patologia e farmacologia sejam de forma introdutória e contextualizada aos medicamentos com o objetivo de promover orientação segura e assertiva. Sobre primeiros-socorros orienta-se ao docente abordar com foco no conceito entre urgência e emergência, sinais, sintomas e conduta, com finalidade de orientação, e não de prática das manobras. Indica-se a prática de atividades com o uso de computadores para a simulação de procedimentos tecnológicos pertinentes às atividades cotidianas desse profissional. Propõe-se, ainda, ao docente que utilize o Banco de Objetos Digitais de Aprendizagem (ODAS) Espie. UC 3: Apoiar na orientação para o uso de cosméticos, suplementos alimentares, produtos de higiene pessoal, perfumaria e produtos para saúde em farmácias Sugere-se ao docente abordar os elementos constantes nesta unidade: com visitas técnicas para observação dos tipos de produtos comercializados em farmácias com e sem manipulação (drogarias), seus ativos, embalagens e informações de rotulagem; simulações, situações-problema e casos reais, dramatizações e dinâmicas que contextualizem situações de orientação com relação ao uso dos produtos de higiene pessoal, perfumaria, cosméticos, suplementos alimentares e produtos para saúde (correlatos) nesses estabelecimentos. Propõe-se focar especialmente nos produtos cosméticos de grau de risco 2 que no mercado são nomeados como dermocosméticos. Sugere-se ter um kit de produtos abordados nessa UC, para identificação dos vários tipos de embalagens e dados de rotulagem para servir de contextualização e utilização durante as aulas. Orienta-se a prática de atividades com o uso de computadores para a simulação de procedimentos tecnológicos pertinentes às atividades cotidianas desse profissional. Propõe-se, ainda, ao docente que utilize o Banco de Objetos Digitais de Aprendizagem (ODAS) Espie. UC 4: Auxiliar na comercialização de produtos em farmácias Sugere-se ao docente abordar os elementos constantes nesta unidade, tais como: visitas técnicas e/ou como cliente oculto para observação da exposição dos produtos, como está sendo realizado o atendimento ao cliente, se há ações promocionais e de fidelização para que o aluno visualize o cenário do local de trabalho desse profissional, e possa analisar e dramatizar o processo de atendimento aos clientes e a comercialização de produtos. O docente pode solicitar aos alunos que filmem uns aos outros para proceder uma análise do processo de atendimento ao cliente e do domínio das técnicas de vendas e negociação. Cabe lembrar a necessidade de providenciar os termos de uso de imagem assinados pelos alunos. Indica-se também o fornecimento de situações-problema e casos reais, para que possam ser analisados pelos alunos. Orienta-se a prática de atividades com o uso de computadores para a simulação de procedimentos tecnológicos pertinentes às atividades cotidianas desse profissional. Propõe-se ao docente que também utilize o Banco de Objetos Digitais de Aprendizagem (ODAS) Espie. UC 5: Projeto integrador Para a execução das propostas dos projetos integradores sugere-se ao docente contatar com antecedência farmácias e drogarias nas quais os alunos poderão realizar as visitas e coletas de dados. Também é possível que os alunos possam realizem esse contato, preferencialmente, em estabelecimentos na comunidade local. Indica-se ainda que toda a coleta de dados necessita ser antecedida da elaboração de um roteiro, o qual garanta a identificação de todas as informações necessárias à execução do projeto integrador. [1] Senac. DN. Competência. Rio de Janeiro, 2022. (Coleção de documentos técnicos do Modelo Pedagógico do Senac). Disponível em: http://www.extranet.senac.br/modelopedagogicosenac/. Acesso em: jun. 2023.
De forma coerente com os princípios pedagógicos da Instituição, a avaliação tem como objetivos: ser diagnóstica: averiguar o conhecimento prévio de cada aluno e seu domínio das competências, dos indicadores e elementos, elencar as reais necessidades de aprendizado e orientar a abordagem docente; ser formativa: acompanhar todo o processo de desenvolvimento das competências propostas neste plano, constatando se o aluno está apto a avançar para a próxima etapa e, se necessário, realizar ajustes no planejamento para otimizar o processo de ensino-aprendizagem; ser somativa: atestar o rendimento de cada aluno, se os objetivos de aprendizagem e competências foram desenvolvidos com êxito e verificar se ele está apto a receber seu certificado ou diploma. 8.1. Forma de expressão dos resultados da avaliação Toda avaliação deve ser acompanhada e registrada ao longo do processo de ensino-aprendizagem. Para tanto, definiu-se o tipo de menção que será utilizado para realizar os registros parciais (ao longo do processo) e finais (ao término da unidade curricular/curso). As menções adotadas no Modelo Pedagógico Senac reforçam o comprometimento com o desenvolvimento da competência e buscam minimizar o grau de subjetividade do processo avaliativo. De acordo com a etapa de avaliação, foram estabelecidas menções específicas a serem adotadas no decorrer do processo de aprendizagem. 8.1.1. Menção por indicador de competência A partir dos indicadores que evidenciam o desenvolvimento da competência, foram estabelecidas menções para expressar os resultados de uma avaliação. As menções que serão atribuídas para cada indicador são: Durante o processo Atendido – A Parcialmente atendido – PA Não atendido – NA Ao término da unidade curricular Atendido – A Não atendido – NA 8.1.2. Menção por unidade curricular Ao término de qualquer unidade curricular (competência, estágio, prática profissional, prática integrada ou projeto integrador) estão as menções relativas a cada indicador. Caso algum dos indicadores não seja atingido em alguma UC, o aluno será considerado reprovado naquela unidade. É com base nessas menções que se estabelece o resultado da unidade curricular. As menções possíveis para cada uma são: Desenvolvida – D Não desenvolvida – ND 8.1.3. Menção para aprovação no curso Para aprovação no curso, o aluno precisa atingir D (desenvolvida) em todas as unidades curriculares. Além da menção D (desenvolvida), o aluno deve ter frequência mínima de 75%, conforme legislação vigente. Na modalidade a distância, o controle da frequência é baseado na realização das atividades previstas: Aprovado – AP Reprovado – RP 8.2. Recuperação A recuperação ocorrerá imediatamente à constatação das dificuldades do aluno, podendo ser propostas atividades como resolução de problemas, estudos dirigidos e outras estratégias de aprendizagem que contribuam para o desenvolvimento da competência. Na modalidade de oferta presencial, é possível a adoção de recursos de educação a distância.